É uma mão cheia de nada, é um discurso sem sentido, é uma
promessa vã.
É um mundo vazio que queria ser inteiro, real. É o cartaz de
uma peça sem actores, sem banda sonora, sem guião mas que prometia ser um
sucesso. É um improviso que nunca teve intenção de ser mais que nada.
É assim, ou talvez não seja. Quem foi que disse que as
coisas tinham que ter sentido? Quem disse que elas tem o sentido que nós lhe
damos? Ninguém sabe. Sabemos apenas que todos acreditamos em algo que talvez
nem seja real.
Sabemos. Ou será que não?
Ilha das Berlengas
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